A construção de uma marca forte deixou de ser uma tarefa restrita à publicidade. Para Tay Dantas, fundadora e CEO da Vinci Society, empresas também podem conquistar audiência e gerar negócios usando estratégias semelhantes às dos criadores de conteúdo. A proposta orienta a consultoria que, segundo reportagem da Exame publicada em outubro de 2025, declarou faturamento de R$ 25 milhões nos primeiros nove meses de operação.
A trajetória da executiva passou por diferentes áreas antes de chegar ao marketing. Formada em Artes Cênicas, com ênfase em roteiro, pela PUC-Rio, ela começou como atriz e roteirista e migrou para a estratégia de marcas. Trabalhou com empresas como TAP e Azul e liderou iniciativas de marketing digital antes de assumir posições no G4 Educação e na Boca Rosa Company.
Essas experiências ajudaram a formar a tese que sustenta seu negócio: uma empresa não precisa depender apenas de campanhas publicitárias para se tornar conhecida. Ela pode desenvolver uma identidade reconhecível, conversar diretamente com seu público e transformar o conteúdo em um canal de aquisição de clientes. A Vinci Society foi criada para aplicar essa lógica à operação de negócios tradicionais.

O melhor influenciador de um negócio é o criador do negócio. | Tay Dantas à Exame, em reportagem publicada em 1º de outubro de 2025.
Quando a empresa passa a produzir conteúdo como um creator
A Vinci Society combina consultoria, educação e execução de estratégias de marketing. De acordo com a Exame, a empresa foi fundada por Tay Dantas com Henrique Guedes, Luiz Ambrósio e Bianca Carnelli. A operação reúne profissionais de branding, redes sociais, crescimento e geração de receita, atendendo empresas de diferentes portes.
O modelo busca aproximar marcas de seus públicos por meio de conteúdo que informe, entretenha e estimule conversas. Em vez de concentrar a comunicação em campanhas pontuais, a estratégia procura criar presença contínua e tornar a marca parte das discussões relevantes para seus consumidores.
Essa abordagem também altera a maneira de avaliar o marketing. Visualizações e engajamento podem ampliar o alcance, mas precisam estar conectados a objetivos de negócio, como geração de oportunidades comerciais, conversão e retenção de clientes.

Conteúdo orgânico exige estratégia e consistência
Na reportagem da Exame, Tay afirmou que 95% da demanda da Vinci Society vinha de seu Instagram e do perfil da empresa naquele momento. O dado ajuda a entender a importância atribuída aos canais próprios na aquisição de clientes, embora não represente uma garantia de resultado para outras organizações.
A estratégia depende de conhecer o público, definir posicionamento e produzir conteúdo alinhado à proposta de valor. Também exige planejamento e capacidade de transformar o interesse gerado nas redes em oportunidades comerciais reais.
A trajetória da Vinci Society ilustra como o conteúdo pode integrar a estratégia de crescimento de uma empresa. O desafio está em construir uma operação capaz de sustentar a audiência e converter atenção em receita sem depender de viralizações ocasionais.